quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Bonitin :)

http://www.youtube.com/watch?v=QmxdZwcRxRo

Da chegada do amor

Sempre quis um amor
que falasse
que soubesse o que sentisse.
Sempre quis uma amor que elaborasse
Que quando dormisse
ressonasse confiança
no sopro do sono
e trouxesse beijo
no clarão da amanhecice.

Sempre quis um amor
que coubesse no que me disse.
Sempre quis uma meninice
entre menino e senhor
uma cachorrice
onde tanto pudesse a sem-vergonhice
do macho
quanto a sabedoria do sabedor.

Sempre quis um amor cujo
BOM DIA!
morasse na eternidade de encadear os tempos:
passado presente futuro
coisa da mesma embocadura
sabor da mesma golada.
Sempre quis um amor de goleadas
cuja rede complexa
do pano de fundo dos seres
não assustasse.
Sempre quis um amor
que não se incomodasse
quando a poesia da cama me levasse.
Sempre quis uma amor
que não se chateasse
diante das diferenças.

Agora, diante da encomenda
metade de mim rasga afoita
o embrulho
e a outra metade é o
futuro de saber o segredo
que enrola o laço,
é observar
o desenho
do invólucro e compará-lo
com a calma da alma
o seu conteúdo.
Contudo
sempre quis um amor
que me coubesse futuro
e me alternasse em menina e adulto
que ora eu fosse o fácil, o sério
e ora um doce mistério
que ora eu fosse medo-asneira
e ora eu fosse brincadeira
ultra-sonografia do furor,
sempre quis um amor
que sem tensa-corrida-de ocorresse.
Sempre quis um amor
que acontecesse
sem esforço
sem medo da inspiração
por ele acabar.
Sempre quis um amor
de abafar,
(não o caso)
mas cuja demora de ocaso
estivesse imensamente
nas nossas mãos.
Sem senãos.
Sempre quis um amor
com definição de quero
sem o lero-lero da falsa sedução.
Eu sempre disse não
à constituição dos séculos
que diz que o "garantido" amor
é a sua negação.
Sempre quis um amor
que gozasse
e que pouco antes
de chegar a esse céu
se anunciasse.

Sempre quis um amor
que vivesse a felicidade
sem reclamar dela ou disso.
Sempre quis um amor não omisso
e que sua estórias me contasse.
Ah, eu sempre quis um amor que amasse.



Elisa Lucinda

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Porque eu não seria uma boa drogada

Vamos começar pela mais leve, a marijuana, a maconha, o baseadinho. Primeiro: não gosto do cheiro... Eu passo um tempo tomando banho, passo sabonetinho, creme, perfuminho pra ficar cheirosa e vou sair de casa, engolir fumaça e ficar fedendo a mato queimado? Tudo bem, tem quem curta. Eu não. Os olhos vermelhos então? Poxa, meus olhos são algo que eu realmente gosto em mim, não quero eles vermelhos iguais ao do coelhinho da música "de olhos vermelhos, de pelo branquinho...", aí vamos ao conhecido "barato"... Dizem que a gente ri de tudo igual idiota, e fica falando merda o tempo todo... Logo eu cheguei a uma conclusão: eu não preciso de maconha, sou assim de natureza. Mágico né?

 



 Agora vamos ao ecstasy esse é pra deixar "ligadão" e acho que convenhamos, eu já sou ligada suficiente pra vida que eu levo, não curto raves e só de pensar em ficar 12 horas pulando e dançando música eletrônica me dá desespero. Sem contar que eu não não curto o lance de morder o palitinho do pirulito e tomar água adoidada, então mais uma das dorgas que não se encaixam comigo.

  

PS: podem fazer até mal, mas não dá pra negar que são simpáticos... melhor que a maconha fedida =p




Bom, vamos ao pózinho mágico que durante muito tempo eu via no filme e não entendia, ainda mais pq chamavam de "farinha" e eu ficava esperando alguém fazer bolo. Eu tenho rinite. Pronto, já tenho um ótimo motivo pra nunca querer cheirar coca na vida, afinal de contas se com poeira nos ursinhos eu espirro horrores, imagina eu lá, cheirando pózinho... Mas que eu decidisse espirras por várias horas seguidas, pra sentir o efeito de "poder" (pra quem não tem nada como eu, o poder até seria atrativo), e euforia e prazer... Bem, pra euforia e prazer a gente faz sexo, come chocolate, ouve uma boa música e estamos certos né? E pior, têm os efeitos colaterais que são: calafrios, náuseas, vômitos, aceleração nos batimentos cardíacos entre outros, ou seja, é como estar apaixonada e grávida ao mesmo tempo. Ok, essa eu passo.

  



Agora vamos pra uma das piores, o crack. Essa só pelo medo de viciar eu não experimentaria. Quem já passou na cracolândia ou mesmo perambulou certos pontos do centro de São Paulo sabe do que eu estou falando, o estado que a pessoa fica é de dar pena :(. Mas como nem tudo tem só o lado ruim, tem o barato que inclui excitação e euforia... Quanto a excitação em tempos de internet acho que ninguém fica na mão não é mesmo? Tantos sites, ou mesmo pessoas... Pros mais velhinhos tem até a pílula mágica azul então já é suficiente pra eu não querer saber. Sensação de poder e aumento de auto estima... Quer ter uma auto estima inabalável? Compre uma Ferrari. Senão, pobre mortal, você um dia ou outro vai ter problemas com isso, mas sossega, nada é pra sempre :D 


  



 Agora vamos à que eu realmente tenho vontada (e não coragem) de experimentar LSD, a Lucy dos garotos de Liverpool, a mais legal de todas, porque deve ser deveras foda ver elefante rosa, duendes, coelhinhos coloridos, ursinhos carinhosos e o que mais sua mente fértil deixar você ver. Dizem que causa mania de perseguição, mas isso acontece comigo no twitter já... Toda hora sinto que tem alguém me seguindo [ok, foi péssima]. Acho que ainda assim valeria a pena pelo meu unicórnio de arco iris se não fossem os “flashbacks” que podem acontecer beeeeem depois de vc usar a droga. Com 18 anos gnomos voando são legais, agora acho que aos 30 seriam bizarros, aos 60 seriam normais ja que td mundo já acha que você ta caducando mesmo. Mas mesmo assim... Hoje em dia no cinema a gente vê humanóides azuis e ainda em 3D poxa... LSD é para os fracos. 


  


Enfim essas são apenas algumas, tem a heroína também mas essa é de rockeiros loucos e quase não tem no Brasil por ser cara então deixa ela pra lá. Quem me conhece sabe como eu sou. Imagina se eu usasse dorgas mano  =P   

extra: dirigindo apos uso de dorgas  http://www.youtube.com/watch?v=6yT231QyXDU 

A segunda chance

É engraçado como a gente sempre fala em segunda chance, que "todo mundo merece uma segunda chance". Eu particularmente não acredito nisso. Eu acredito em primeiras chances que são únicas. Quando passar a sua primeira chance então você pode ter novas chances, mas segunda chance para a mesma coisa não existe. Quantas segundas chances a gente dá de coração? Quantas vezes a gente realmente perdoa? Pedir perdão é muito mais fácil do que perdoar. A gente só pode impressionar uma vez, só pode se fazer apaixonar uma vez e só pode errar uma vez também. A verdade é que temos muitas "primeiras vezes" e nunca "segundas chances", quantas vezes você deixa o vidro cair? Quantas vezes ele volta ao normal? Você pode colar mas nunca volta a ser o mesmo vaso. Pode ser que melhore também. Mas nunca é do mesmo jeito. Na verdade a segunda chance é a primeira chance de começar uma coisa nova, pois a que existia de inicio não deu certo.